Entrevista

Entrevista dada pela Pabllo para a Vogue Portugal.

Como a matéria é muito grande resolvemos colocar apenas uma parte. Caso queira ver a entrevista completa clique aqui

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Em que momento da tua vida percebeste que tinhas a liberdade do teu lado. A tua mãe sempre te apoiou, mesmo quando eras adolescente… 

Ohhh (murmura). A minha mãe apoiou-me sempre desde pequeno mesmo… Acho que é por isso que eu sou tão exibida e extrovertida. Ela disse-me que eu podia ser quem eu quisesse. É graças a ela que estou aqui (manda um beijo para o ar).

E a Beyoncé? 

(solta um pequeno grito) Quando eu era pequeno, não havia nenhum ícone LGBTQ+, então eu foquei-me nas grandes divas que me inspiravam. Fui há poucos dias ver um concerto dela a Amesterdão, foi a primeira vez que a vi ao vivo… É realmente incrível. Estou mais apaixonada ainda, e é uma grande inspiração para todos nós que estamos no palco, somos artistas e gostamos de dançar. 

O que aconteceu sábado, durante o teu concerto do Arraial Pride aqui em Lisboa?

Ai, muita emoção.

Não estavas à espera de ver tanta gente?

Eu nunca imaginei sair do meu país para cantar e ainda mais ser querido ou amado. Nunca imaginamos até onde a nossa música vai. É sempre bom ter esse choque de realidade no contacto com as pessoas.

Pabllo escreve uma carta para a comunidade LGBT, confira!

Hoje (26/06) Pabllo Vittar escreveu uma carta para a comunidade LGBT na Billboard Pride, na carta a mesma conta como é difícil ser uma drag queen em um país completamente preconceituoso.

Carta:

Manxs,

Muitos de vocês não sabem quem sou, mas deixa eu me apresentar: sou um cantor gay e também uma drag queen em um país extremamente preconceituoso, o Brasil.

Vamos conversar sobre ironias? Por mais que a visão que as pessoas têm de morarmos em um país alegre, divertido e com a maior parada LGBTQ+ do mundo também é o país que mais nosmata (dados da Anistia Internacional).

Toda minha vida soube que era gay, tive o amor da minha mãe e minhas irmãs para lutar pelos meus sonhos.

A arte foi um caminho que encontrei para me expressar e através dela tive a oportunidade de fazer turnês, programas de TV e colaborar com outros artistas que admiro. Espero que de alguma maneira eu também inspire outras pessoas a serem elas mesmas, independente do medo e de todas as coisas ruins que nos rodeiam. Não é fácil, mas juntos nossas vozes soam mais alto enquanto mais barulho fizermos, mais difícil será para ignorarem nosso pedido de igualdade.

Seja gay, lésbica, trans, drag queen, não é binário, esse é o nosso mês para refletirmos e nos amarmos como nunca, nossa luta é em nome do amor.

Amo vocês!

Fonte: Billboard Pride

Pabllo Vittar para a Rolling Stones, novo shoot e entrevista!

Pabllo Vittar: “Tenho orgulho do que sou. Nunca fiz nada para ninguém me olhar torto”

Em um ano, a cantora transformou um término de relacionamento, carisma pop e a mistura de música brasileira com EDM em um fenômeno de popularidade; “Uma drag em cima do palco, no país que mais mata LGBTs no mundo: isso já diz tudo”, defende

 

“Ai, meu Deus, está tocando música minha no meio do rolê?” Pabllo Vittar tem um breve susto e interrompe abruptamente o assunto. O “rolê”, no caso, é a sacada do apartamento do produtor Rodrigo Gorky, na zona sul de São Paulo, onde fica o estúdio em que ela gravaria algumas horas depois. A cantora sacou um celular para trilhar o nosso encontro e ela mesma ficou surpresa ao ouvir que uma faixa sua estava ali naquela playlist. Desmontada, com os cabelos curtos à mostra e calçando chinelos, ela soa mais tímida que a drag queen exultante cujo rosto e, especialmente, a voz, já são facilmente reconhecidos em todo o Brasil. Pabllo abre um sorriso e continua o papo já emendando um statement que parece definir tudo que quer para a própria carreira. “Acho massa quem traz letras com questionamentos e indagações. Só que eu, como artista, quero falar de coisas comuns, do meu dia a dia. Da briga que eu tive com minha amiga, sabe? [Risos].”

Para quase todo mundo, 2017 foi um ano comum. Para Pabllo, foi o grande ano, um período que definiu a vida dela. De 10 de janeiro, quando lançou o disco de estreia, Vai Passar Mal, até dezembro, a cantora foi de drag conhecida em seu nicho a uma das pessoas mais famosas do país. É difícil imaginar alguém que tenha passado imune a um hit das dimensões de “K.O.”, música que é a cara de Pabllo: uma levada de forró embalada com batidas de EDM, timbres de pop e refrães agudos gritados. A letra, uma declaração leve, mas corajosa, é o que todo mundo gostaria de dizer ao “crush”. É também uma provocação, cantada da maneira mais contagiante possível, no estilo que já é típico dela e que aparece em outras músicas, como “Corpo Sensual” e “Todo Dia”.

No Brasil de 2017, em termos de som, duas vertentes têm alcance ultra-popular: as batidas do funk e o sertanejo (puxado pela sofrência do “feminejo”), com algumas poucas exceções. De um jeito indireto, Pabllo Vittar acaba sendo uma espécie de meio do caminho entre eles. “Meu pop sempre vai ser o pop popular, aquilo que as pessoas gostam de ouvir”, analisa. “No próximo disco, vai ter forró com certeza, mas com uma cara diferente de como estava no primeiro álbum. É o que eu sou, sabe? Um forró ou um arrocha misturado com techno, um pop mais pra frente.” Frequentemente, para tentar entender o DNA musical, ela resgata a infância, entre o fim dos anos 1990 e o começo dos 2000, em São Luís do Maranhão (onde nasceu) e Santa Isabel, no Pará (onde morou). “Ouvia muito carimbó, cúmbia, tecnobrega, os vizinhos tinham aquelas coletâneas de hits internacionais dos anos 2000”, lembra. “E da minha mãe vinha muito Elis Regina, Chico Buarque. Amo o Alceu Valença, e esses dias estávamos ouvindo Zé Ramalho.”

“Open Bar”, música que levantou a popularidade de uma Pabllo ainda relativamente desconhecida, foi baseada em um término da vida real. “Foi meu ex que me traiu”, ela admite, hoje com 23 anos de idade, falando do último relacionamento sério que teve, há cerca de quatro anos, e que a deixou emocionalmente abalada. “Ah, foi o meu primeiro namorado da vida e ficamos, tipo, dois anos juntos. Ele me traiu e eu fui fazer o quê? Beber com a minha amiga [risos].” Além de render um hit, a traição e o término motivaram Pabllo a frequentar a UFU (Universidade Federal de Uberlândia), quando já havia se mudado para a cidade de médio porte do Triângulo Mineiro onde vive até hoje, iniciando a curta trajetória de estudante relapsa de design. A partir de então, e depois de ter trabalhado em um salão de beleza para ajudar a mãe com as finanças, ela passou a ter contato com pessoas diferentes, a se montar com mais dedicação (“não era aquela coisa tosca do começo”) e a frequentar a noite da cidade. Foi onde conheceu os homens que hoje chama de “pai”: o DJ dela, Leocádio Rezende, e o empresário, Yan Hayashi. Pelos “pais”, encontrou-se com Gorky, alguém que já havia trilhado o caminho do electropop brasileiro como integrante do Bonde do Rolê e que se interessou por alguns vídeos dela.

Uma passagem de Gorky por Uberlândia culminou na gravação de “Open Bar”, essencialmente uma recriação com arranjos “abrasileirados” e letra original em português de “Lean On” (2015), do duo imensamente popular Major Lazer. Foram cerca de 50 mil visualizações logo no primeiro dia. O material chegou aos ouvidos de Diplo, integrante do Major Lazer e autor de “Lean On”, além de produtor de nomes de Madonna a Justin Bieber. O interesse dele na brasileira foi tanto que rendeu em duas frentes: Diplo produziu “Então Vai”, uma das faixas mais sintéticas de Vai Passar Mal, e Pabllo acabou estrelando, ao lado de Anitta, “Sua Cara”, hit do Major Lazer. Se a drag já estava conectada ao Bonde do Rolê por Gorky, Mateus Carrilho, com quem ela divide a suingada “Corpo Sensual”, acabou se tornando sua ligação com a Banda Uó, selando uma aliança com duas bandas que há anos já exploravam essa estética “brega” e eletrônica para um público menos abrangente.

Somada a isso tudo, a imagem de drag queen desenvolta e encantadora fez de Pabllo um caso de propagação absurdamente veloz, alguém que em uma dúzia de meses acabou estampando campanhas publicitárias de ampla abrangência. Foi um fenômeno tão único que ficou difícil de explicar e ser compreendida quando, no último mês de outubro, deu entrevista a duas das maiores publicações do mundo, a norte-americana The New York Times e a britânica The Guardian: “É melhor [falar] com vocês. Quando eu fui conversar com os gringos, eles me faziam as perguntas me vendo como uma coisa underground, algo de nicho. Parece que eles não entendiam que eu sou tipo popular, que eu sou… mainstream”.

Pabllo diz em uma entrevista que “Indestrutível” vai ter clipe sim! E que será lançado logo após o carnaval.

Pabllo Vittar anunciou um novo clipe: Indestrutível!

A faixa é parte do álbum Vai Passar Mal, e deve ganhar clipe em breve, ainda no primeiro semestre de 2018. Foi o que a drag queen mais querida desse Brasil avisou nesse sábado (13). Em coletiva à imprensa nos bastidores de um show, Pabllo Vittar anunciou:

Não vou deixar essa música sem clipe, porque acho que marcou tanto a minha vida quanto a vida dos meus fãs. Vou gravar logo depois do Carnaval.

Confira um vídeo da entrevista:

Pabllo anuncia documentário e EP exclusivo para a Apple Music, daqui um dia!

Nesta segunda-feira (08/01) Pabllo anunciou em seu próprio canal do youtube que irá lançar um documentário e um novo EP para a Apple Music. E seu objetivo será mostrar a trajetória  da carreira da mesma e os seus momentos mais marcantes em sua vida, como sua apresentação que bombou no Rock in Rio.

A data para lançamento do documentário e o EP para a Apple será 11/01 (daqui três dias), quem não tem iPhone não se preocupe tem um link! https://www.apple.com/br/music/

Confira o teaser:

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